20 de mar. de 2013

O rato e a coruja.



Não me conformo com meu corpo
Estou tão fraco, minha cabeça cansada
Tanto pensar durante todas as noite
Só durmo tarde agora. 

Queria voltar ao passado
E aproveitar o tempo livre de infância
Mas ela esta lá fora
Com suas garras a cravar em minhas costas


Acordo cedo, ainda
Quero encará-la
Mas é melhor ficar sozinho
Ainda estou aprendendo a me defender

Penso em meu amor
Quero ver seu sorriso
Pois pode ser a última vez
Me desculpe por isso


Pela noite irei sair por ela
Falaremos do nosso dia-a-dia
E depois no sereno da madrugada
Voltarei esperando por aqueles olhos no escuro

Tudo pode ser previsível
Estou cansado dessa coruja
Que me persegui durante a vida
Que me consome sem misericórdia

Com coruja me refiro a rotina.

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